SOA (Arquitetura Orientada a Serviços ou Service Oriented Architecture)

O grande desafio do SOA é encontrar soluções que sejam compatíveis ao negócio…  (Next Generation) 

Módulo 1

… e que se encaixem aos processos dos diferentes departamentos. No lançamento de um novo produto ou mesmo na fusão entre companhias, por exemplo, há muitos aspectos em TI que precisam ser revistos. Com o SOA, os processos podem ser alterados de forma rápida e eficiente.

 

Introdução ao SOA

 Uma realidade recente, de pouco mais de seis anos, a Arquitetura Orientada a Serviços, ou como é comumente conhecida, o SOA (Service Oriented Architecture), chegou ao mundo corporativo paralelamente a uma mudança de postura que tomava conta das empresas em relação à Tecnologia da Informação e sua influência nos resultados. A TI, como já se sabe, é alvo de constantes transformações e não obstante demanda sempre melhoria ao elo dos interesses da empresa.

Com o passar dos anos, o objetivo é, cada dia mais, encontrar tecnologias que garantam um desenvolvimento com maior eficiência dos negócios e agreguem valor aos serviços oferecidos. Nesse contexto, teoricamente a tecnologia poderia ser vista como uma ferramenta a favor dos processos corporativos. Mas nem sempre é assim.

Há uma problemática que está freqüentemente no cotidiano dos departamentos das empresas e que inverte a ordem de quem deveria estar a serviço de quem. Os processos, sistemas e ações preestabelecidas geradas pela Tecnologia da Informação são, muitas vezes, tão inflexíveis e baseados em um padrão tão uniforme, que em vez de atenderem diferentes e mutantes demandas das corporações, acabam por fazer com que os negócios se adeqüem a elas.

SOA: Uma ponte entre negócios e TI

O grande desafio desse cenário é encontrar uma solução que seja compatível e flexível ao negócio de forma a se encaixar e a remodelar os processos dos diferentes departamentos, quando necessário. Substituir os sistemas legados para que eles se encaixem a essas novas demandas que surgem com o crescimento do negócio, pode ser, além de caro, uma ação que resulte em ineficiência. O conceito de SOA permite encontrar uma solução relativamente barata e com um custo-benefício maior quando se refere a sistemas que precisam conversar entre si e processos que demandam maior flexibilidade e agilidade para atender as revoluções do mercado.

A definição da arquitetura, de forma prática, pode ser colocada como um desenvolvimento orientado a serviços. Isso significa que as aplicações estarão alocadas de uma forma interdependente, reflexo de uma infra-estrutura de tecnologia preestabelecida e pensada para criar serviços com flexibilidade suficiente para serem reutilizados entre os sistemas. Assim, com o SOA, é possível acessar apenas uma parte dos serviços existentes, sem a necessidade de utilizar o processo completo.

Estrutura diferenciada

Quando uma empresa opta por utilizar o conceito, imediatamente se anula a questão da TI não acompanhar os negócios por não ter capacidade de tratar um processo como um todo. Com ele, a estrutura anterior fica para trás, com os muitos sistemas distintos cuidando de pequenos passos do processo e sendo redundantes entre si, além de exigir uma base de dados para cada um, dando lugar a maior inteligência e a otimização do ambiente de Tecnologia da Informação.

Um exemplo interessante da aplicação do assunto que estamos debatendo é observar um mecanismo de recrutamento e seleção do RH. Isso envolve cadastro de candidatos, recrutamento, entrevista, testes, seleção e contratação. Todos esses processos são feitos com o objetivo de fazer a contratação de um funcionário específico. Porém, como reprogramar esse caminho quando o funcionário a ser contratado é uma mão-de-obra que já trabalha na empresa e precisa apenas ser transferida de área?

Nesse caso, algumas fases dessa linha de contratação seriam excluídas, como, por exemplo, cadastro do candidato e seleção, por exemplo. Para modificar esse padrão, tradicionalmente era necessário fazer uma mudança, manualmente, para driblar os processos preestabelecidos. Já com a arquitetura orientada a serviços, basta utilizar apenas algumas partes desse processo já existente, de acordo com a granularidade do sistema.

Quebra de paradigmas

Com a chegada da tendência de Arquitetura Orientada a Serviços pode-se dizer que surge então uma mudança de paradigma no lidar com os processos e negócios. A necessidade de fortalecer os laços com os clientes e tornar a gestão de serviços mais produtiva ganhou um foco maior com o SOA, que pode ser visto como uma ferramenta de quebra de antigos padrões e que vislumbra novas possibilidades entre TI e negócios. Porém, é importante destacar que por ser ainda um conceito recente, o caminho para a chegada no estado da arte do SOA ainda é doloroso e trabalhoso em todos os departamentos de uma organização, afinal estamos falando de uma mudança de postura.

Vale lembrar que o conceito está intimamente ligado às pessoas, o que exige também um caminhar em direção à evolução organizacional e à conscientização e ao aculturamento para mudanças. Além disso, é preciso que seja estabelecido um padrão de gerenciamento de pessoas que seja não apenas eficiente, mas que também reúna a avaliação dos objetivos das pessoas em detrimento dos objetivos da organização. Nesse caso, temos uma estrutura em que se torna os desafios e expectativas da empresa aderentes à atuação do pessoal envolvido, o que pode ser um dos maiores desafios na mudança da gestão organizacional, mas também um dos pontos mais importantes. 

Estrutura corporativa em choque com as mudanças

O grande problema enfrentado pelas empresas nos últimos anos, é que elas detêm sim uma tecnologia importante para a realização de suas metas, porém, as mudanças do mercado não são rapidamente absorvidas pra essa tecnologia que detém processos ainda pouco dinâmicos. Com a utilização do SOA, o cenário ganha um aspecto diferenciado em relação a isso e consegue responder mais rapidamente as incidências do dia-a-dia.

Por exemplo, uma mudança no ambiente de negócios, um lançamento de produto concorrente ou mesmo uma fusão entre companhias provoca rápida reação por parte da empresa, já que com o SOA, os processos podem ser alterados rapidamente, uma vez que os serviços são disponibilizados pelos aplicativos e sistemas, sendo eles desenvolvidos internamente, ou adquiridos no mercado. Dessa forma, cria-se uma rotina de reutilização desses serviços por qualquer outro sistema ou processo que demande.

Se o conceito, que ainda engatinha no que se refere à consolidação, for realmente implementado pelas companhias, haverá ainda uma otimização no próprio orçamento de TI. A razão disso é que hoje existe uma grande quantidade de fornecedores numa composição de uma mesma infra-estrutura e compartilhando informação com distintos padrões, porém, quando se opera com o SOA é possível criar um ambiente mais transparente e interoperável, ainda que haja muitos fabricantes em uma mesma cadeia tecnológica.

A conclusão disso é uma queda dos custos principalmente quando se fala de manutenção dos sistemas e às aplicações para integração, gerando uma lacuna de investimento, o qual pode ser direcionado para novas soluções ou tecnologias. Outro ponto importante está na própria atuação da equipe de TI que poderá focar mais o trabalho em tarefas estratégicas do que apenas cuidar da manutenção da estrutura. Em destaque, porém, podemos colocar a transparência e a flexibilidade da estrutura de processos tecnológicos, resultando, conseqüentemente, em uma visualização mais concreta do retorno do investimento.

 Até os próximos módulos!

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