O Futuro das Informações Chegou

Você está pronto para aproveitar-se do que vem a seguir em inteligência de negócios?  Information Management Newsletters, August 23, 2010 – Justin Norwood e  Jeff Deyerle  – Capgemini USA.

Tornou-se eminentemente aparente que a maioria dos ‘trabalhadores profissionais’ são ‘trabalhadores do conhecimento’, ou melhor, analistas de decisão, cujo sucesso ou fracasso depende muito do acesso às informações. Contudo muitas empresas mantêm uma parede evitando ou não disponibilizando adequadamente essas informações preciosas a seu departamento de análises. Mas agora, uma compreensão melhor de avanços em inteligência e análises de tendência está tornando possível que os analistas sejam, ao mesmo tempo, os detentores do poder de decisão. Depois de anos de declarações prematuras, descobriu-se a possibilidade de criar um empreendimento do tipo ‘descubra e aja’. A pergunta permanece: será que as empresas têm uma cultura que autorize membros da equipe, em vários níveis na empresa, a ter acesso às informações de forma responsável, permitindo tomar decisões em uma maneira uniforme?

Os principais provedores de software como a SAP e Oracle estão, agora, trabalhando na inclusão de BI em suas soluções ERP. Quando capacidades transacionais e analíticas são integradas em uma interface única para o usuário, o poder de entender as perspicácias dos dados estará nas mãos dos usuários da linha de frente dos negócios. Muitos ‘analistas de decisão’ respirarão mais tranqüilos sabendo que podem ir a um lugar só para analisar dados e tomar decisões, porém, temos que ter em mente que apenas essa mudança não é o suficiente para melhorar drasticamente os processos de tomada de decisão. O próximo passo é criar um cenário combinando dados históricos com dados de tendências baseadas em argumentos futuros, ou, como chamado em inglês: predictive analytics – análise preditiva, e assim, equipando os chamados ‘analistas de decisão’ com uma plataforma real de tomada de decisão.

É hora de nos voltarmos para o futuro do gerenciamento de informações dos negócios. Por anos como consumidores, nós experimentamos o quão útil é o uso de informações históricas para fazer recomendações. Toda vez alguém compra um livro no site da Amazon, uma lista de recomendações para compras futuras é fornecida, baseada nos históricos das transações individuais e perfis das pessoas que compraram produtos semelhantes. As mesmas ofertas, baseadas em experiência dos usuários existe no iTunes. Se nós podemos ser ‘preditivos’ com livros e CDs, por exemplo, por que nós não podemos fazer o mesmo com sugestões para novos clientes, novos produtos para adicionar a nossa carteira ou novos mercados para entrar?

As empresa têm procurado a acessibilidade, o BI real-time por mais de 15 anos, e a chamada tecnologia para as analises baseadas em previsões. Porém, existe interesse renovado em colocar o BI com previsões como uma nova tendência para que os líderes corporativos visualizem suas empresas não apenas como uma soma de recursos – pessoas, processos e tecnologias – mas como uma série de decisões que precisam ser tomadas diariamente. Os executivos seniores reconhecem a diferença que as decisões baseadas em informações analíticas mais robustas e precisas podem fazer pela empresa. Em 2008, a Capgemini inspecionou várias empresas internacionais, consultando vários executivos seniores, de várias indústrias, que disseram que poderiam melhorar os resultados dos negócios em 27 por cento, se fossem capazes de ‘minerar’ melhor os dados que possuíam.  Estes líderes, muito corretamente, perceberam que o acesso a melhores informações pode permitir que os ‘analistas de decisão’ respondam proativamente às mudanças do mercado, usando uma visão única para a tomada de decisões mais consistentes, e criar valor sustentável e mensurável alcançando objetivos de negócios táticos e estratégicos.

Mas o desejo de ter visões integradas de negócios, real-time e com previsões, e a habilidade de usar esses recursos para uma maior vantagem são duas coisas diferentes.

 

Da Ficção até a Realidade

Nós recomendamos uma estratégia de prontidão para que as aplicações ERP com BI sejam disponibilizadas, e a empresa possa, equilibradamente, explorá-las tão depressa e eficazmente quanto possível.

Para entender a relevância de qualquer nova tecnologia, é melhor começar com uma estratégia de informações. Quais as decisões diárias que têm um maior choque na linha inferior da pirâmide de responsabilidades? Quem toma essas decisões hoje, e a que níveis deviam essas decisões ser feitas no futuro? A fim de aproveitar-se de janelas pequenas de oportunidade, quais decisões nós podemos acelerar ou automatizar completamente? Os processos de governança dos dados estão em condições de assegurar que todas as decisões são baseadas em informações de alta qualidade?

Enquanto não respondermos essas perguntas, processos de BI embutidos em um ERP, caso estejam disponíveis na empresa, terão a sensação daquela tão desejada visão única, porém, na verdade, enganosa, sendo compartilhada por ‘analistas de decisão’. Não somente os dados de processos de missão critica devem estar atualizados em todos os sentidos, mas também todos os dados que serão empacotados em um contexto de previsão, para que cada usuário os aplique em sua tomada de decisão diária.

Uma estratégia de informações não deve se preocupar apenas com o poder da tecnologia propriamente dito; Mas também sobre definir uma abordagem para disponibilizar essa tecnologia, desenvolvendo uma profunda cultura de compreensão sob o porquê as informações são importantes para todos os ‘analistas de decisão’ e equipando esses trabalhadores com as ferramentas para tomada de decisões mais rápidas e melhores. Fazer isso acontecer exige processos para governança e controle: Como administraremos as decisões que estão sendo tomadas ao longo da empresa? Como os dados mestres serão criados, distribuídos e administrados? De onde os dados virão? Quem será o proprietário disso? Um processo estruturado, padronizado para gerenciamento de dados promove consistência, eficiência e responsabilidade. Uma efetiva governança dos dados também deve permitir alguma criatividade. Com tanto enfoque ao longo dos últimos anos, no chamado MDM – Master Data Management ou Gerenciamento Mestre dos Dados, algo como ter um gerenciador único para todos os dados da empresa, que é bastante importante, o campo de gerenciamento de informações de negócios gastou uma quantia inadequada de tempo olhando para caminhos mais criativos para transformar dados em informações adequadas, que outros não poderiam ter.

Por exemplo, combinando dados demográficos com números do histórico de vendas, uma empresa de produtos ao consumidor pode ser capaz de determinar em que ‘geografias’ deveria lançar novo ou existente produto. Isso só será possível se uma empresa tiver as ferramentas para trazer juntos, os dados externos e internos de uma maneira significativa e conectá-las aos processos de tomada de decisão.
 
  
Execução Efetiva

 

 As perguntas sobre governança de dados e processos de tomada de decisão levam a olhar mais de perto para a cultura da empresa. Treinando pessoas na funcionalidade técnica das novas aplicações é importante, mas ainda mais importante é ter a certeza que os ‘analistas de decisão’ entendam a importância do uso rotineiro das informações do negócio para alcançar a missão da empresa. Como os dias de em ERP monstruoso estão contados, uma nova estratégia focada, centralmente, nos usuários toma um novo direcionamento. Uma estratégia em que a TI constrói ferramentas sob medida para os grupos de usuários específicos, baseadas na profunda compreensão de suas necessidades.

 Para irmos de um BI ‘empacotado’ para um BI que busque uma inteligência preditiva, devemos ter um caminho e um objetivo bem estruturados, que leve para um fim bem definido. A adoção de uma filosofia de transformação pode guiar uma empresa para a criação de uma estratégia de informações dirigida aos negócios, pode determinar oportunidades de mão-de-obra adequadas para a agregação de valores em função do uso oportuno de informações, permite escolher a melhor solução de tecnologia, além de preparar a empresa para uma implementação onde as informações sejam a força motriz da tomada diária de decisão e estímulo da criação.

Implementar esse roadmap de tecnologias, processos, governança de dados e treinamento do ‘analista de decisão’ levará tempo. Quão mais cedo as empresas implementarem e executarem essa ‘visão’, mais cedo perceberão o quão eficiente e efetivo são os valores introduzidos pelo BI.

 Até a próxima!

 

Uma resposta to “O Futuro das Informações Chegou”

  1. Rodrigo Says:

    A análise preditiva pode ser um “tiro no pé” dependendo do tipo de gestão.
    Imagina entregar uma ferrari a alguém que não saiba dirigir?
    Esta idéia vem dos persas em suas aventuras pela sobrevivência.
    Abraços.
    Rodrigo Magalhães


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